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Fábio Caramuru

Pianista e compositor

O pianista e compositor Fábio Caramuru (1956) destaca-se pela diversidade de suas atuações como artista, idealizador e diretor de múltiplos projetos musicais e de artes integradas. Nos últimos anos, vem consolidando sua carreira, dedicando-se principalmente à obra de Tom Jobim e ao seu instigante projeto autoral EcoMúsica. Fábio foi aluno da célebre pianista Magda Tagliaferro (1893-1986), em Paris, como bolsista do governo francês a convite da pianista, na década de 1980. Estreou como solista da OSESP, em 19771 , tocando o Concerto para piano e instrumentos de sopro de Stravinsky2 , até então inédito no Brasil. Ganhou diversos prêmios, destacando-se o “Grande Prêmio da Crítica” da Associação Paulista de Críticos de Arte, em 19913 e 4 Apresenta-se regularmente no Brasil, Estados Unidos, Ásia e Europa, como solista, camerista e com orquestras. É mestre pela ECA–USP (2000), tendo se aprofundado na obra de Tom Jobim. Foi diretor artístico da Fundação Magda Tagliaferro, em São Paulo, entre 1990 e 2014. Em 2007, participou de diversos eventos comemorativos em razão dos 80 Anos do nascimento de Tom Jobim, como solista da Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo - OSUSP, na Sala São Paulo 5, e da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo, no Teatro São Pedro. Foi colaborador do jornal A Gazeta Mercantil, em São Paulo, como crítico musical, entre 2003 e 2004. É fundador e sócio da empresa Echo Promoções Artísticas (1988). Como curador e produtor cultural vem dirigindo projetos em instituições como Fundação Magda Tagliaferro6 , Sesc (Musical Zapping) Espaço Cultural Correios, Orquestra Sinfônica da USP, Caixa Cultural, Centro Cultural Banco do Brasil. Em unidades do CCBB, realizou os projetos “Divas” (2006)42, “Líricas & Populares” (2007)43 “Pocket Trilhas” (2008), e, em unidades da Caixa Cultural, os projetos “Concertos Magda Tagliaferro” (2011), “Nas trilhas da Atlântida” (2013), “Tom Jobim, 20 anos de saudade” (2014), “Virtuoses do piano brasileiro” (2015), “Concertos Afro - Brasileiros” (2016) e “Tom Jobim Instrumental” (2019). Na música erudita, destacam-se: sua participação na gravação da obra “Das Lied von der Erde” de Gustav Mahler (Editora Algol); a realização do ciclo “Dichterliebe” opus 48 de Schumann, com o tenor Fernando Portari, na Sala São Paulo7 ; recitais com repertório franco-brasileiro com a cantora Magda Painno, em São Paulo, na FMUSP, no SESC e em Belo Horizonte, no Palácio das Artes; solista da OSUSP no Concerto para dois pianos e orquestra de Poulenc, na Sala São Paulo, registrado e transmitido pela TV Cultura8 ; solista do Concerto para Piano e Instrumentos de Sopro de Stravinsky, com a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sob regência de Ligia Amadio9 ; solista do Concerto para piano de Ravel e Suíte Tom Jobim, com a Orquestra Sinfônica de Londrina, sob regência de Elena Herrera10 . Após dedicar-se por muitos anos ao repertório tradicional e brasileiro, sobretudo a arranjos e gravações da música de Tom Jobim, Caramuru passou a desenvolver também, desde o ano de 2003, um trabalho autoral diferenciado, com a gravação do CD Moods Reflections Moods. Entre 2004 e 2012, trabalhou com o contrabaixista Pedro Baldanza, intensificando e aprimorando seu trabalho autoral. O CD do Duo Caramuru-Baldanza, “Bossa in the Shadows” (2007), produzido pelo do selo americano Labor Records, é uma coletânea de composições e improvisações ousadas e originais. Ao longo de sua carreira, Caramuru tem realizado uma série de apresentações inovadoras, incluindo concertos com a Orquestra Jazz Sinfônica, como solista e arranjador de temas de música para cinema dos compositores Richard Rodgers e Nino Rota, no Auditório Ibirapuera11 , recital de música brasileira na Universidade de Toronto, apresentação em Nova York, no prestigiado Zinc Bar12. Representou o Brasil em dois concertos no “Europalia International Arts Festival”, Bélgica, como solista da Brussels Phillharmonic Orchestra, (gravado em vídeo e disponível no Youtube) 13, além de realizar shows em importantes casas de Jazz da Europa, como o Jazz Club Moods em Zurique14, apresentações como solista da Orquestra do Teatro São Pedro, em São Paulo, e sua participação no “Festival Internacional de Jazz de Havana”, Cuba15. Em 2013, apresentou-se na Bélgica (Club Reserva de Gent) e em São Paulo (Memorial da América Latina)16 . Desde 2013, vem se dedicando intensamente ao instigante projeto autoral “EcoMúsica”, baseado na interação entre música e sons da natureza brasileira em seus diversos ecossistemas, bem como ao duo com o pianista e arranjador Marco Bernardo, com quem realizou o projeto “Brasil em Dois Pianos – Turnê Nacional” (Correios)17 . Desde 2015, o duo já realizou oito concertos na Sala São Paulo. Em 2015, foi curador do projeto “Virtuoses do Piano Brasileiro”, na Caixa Cultural São Paulo20, além de ter lançado uma nova etapa do projeto EcoMúsica: o álbum autoral “Conversas de um piano com a fauna brasileira”, distribuído a 100 autoridades presentes na “COP 21” em Paris, pelo Ministério do Meio Ambiente. Em 2016, destacaram-se o vídeo Cigarra, o concerto Radamés encontra Jobim, na Sala São Paulo, a curadoria do projeto “Concertos Afro-Brasileiros”, na Caixa Cultural São Paulo18, e a realização de dois “Concertos EcoMúsica” no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, por ocasião dos 208 anos da instituição. Em setembro, o CD EcoMúsica | Conversas de um piano com a fauna brasileira foi lançado no Japão pelo conceituado selo japonês Flau – flau.jp – com distribuição para Ásia, Europa e América do Norte. O sucesso foi tão significativo que Caramuru foi convidado para uma série de concertos em oito cidades do Japão entre abril e maio de 201719 . Outros importantes eventos de 2017 foram o concerto “Tom Jobim 90 Anos” na Sala São Paulo, o “Concerto EcoMúsica”21no Auditório Ibirapuera, o lançamento do álbum duplo “Tom Jobim by Fábio Caramuru” e “Dó Ré Mi Fon Fon” pelo selo Flau (Japão). Realizou ainda diversas apresentações um unidades do SESC e do SESI, no estado de São Paulo. Em agosto, lançou o projeto “EcoMúsica Rio”, com o vídeo “Tico-tico”, filmado no alto do Forte do Leme, além de três concertos na cidade do Rio de Janeiro, com a participação do coro de estudantes da Dupla Escola do Caju22 . Em abril de 2018, lançou o álbum “EcoMúsica | Aves”, em um concerto na Sala São Paulo, além do vídeo “EcoMúsica | Bem-te-vi”. Em maio, o álbum foi lançado também no Japão pelo selo Flau. Realizou também os vídeos “EcoMúsica | Harpia”, filmado nas Cataratas do Iguaçu, (tendo como convidado especial o dançarino Ismael Ivo), “EcoMúsica | Araras”, filmado no Parque das Aves, em Foz do Iguaçu, e “EcoMúsica | Hidorigamo”, tendo como convidada a ceramista Hideko Honma. Realizou, ainda, um concerto intitulado “EcoMúsica | Brasil-Japão”, no Auditório Ibirapuera, como parte das comemorações dos “110 Anos da Imigração Japonesa no Brasil”23 . Recebeu o prêmio “Mestres da Criatividade”, concedido pelo jornalista Gilberto Dimenstein, do portal Catraca Livre, pela realização do vídeo “EcoMúsica | Harpia”. Em 2019, Fábio prosseguiu ampliando e divulgando o “Projeto EcoMúsica”, realizando concertos no SESC, Fundação Japão, bem como no Canadá, tendo sido convidado para celebrar o aniversário do Café & Cultura Toronto24 . Em 2020, o músico realizou concertos do duo Brasil em Dois Pianos25, na Sala São Paulo, no projeto “SESC ao Vivo”26, além de lançar quatro novos vídeos EcoMúsica, com destaque para o “Amazônia EcoMúsica Uirapuru”. Entre setembro de 2020 e abril de 2021, escreveu e apresentou a série de 26 programas semanais na Rádio Cultura FM27 de São Paulo, intitulada “Tom Jobim por Fábio Caramuru e Babu Baía”. Em quatro ocasiões participou do Projeto “Instrumental Sesc Brasil” (2004, 2007, 2014 e 2023), em São Paulo28 . Em 2022/23 coordenou e integrou o Projeto “EcoMúsica Vozes da Natureza”, selecionado pelo edital “Múltiplas Expressões” da Petrobras, com concertos no Teatro Amazonas, em Manaus, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, na Catedral da Sé em São Paulo e no Teatro Baltazar Dias, em Funchal, Ilha da Madeira, Portugal29 . Na ocasião estreou sua Suíte EcoMúsica, como solista da Amazonas Filarmônica e Coral do Amazonas, além de produzir e participar do vídeo “EcoMúsica Sabiá, Saudade do Brasil” no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Em abril de 2024, apresenta-se como solista da Orquestra Sinfônica de Sergipe, em Aracaju, interpretando a sua The Wings Suite, opus 16, sob regência de Guilherme Mannis, além de protagonizar a série Tom Jobim 30 Anos de Saudade, em Sã Paulo e em Santa Catarina.

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